Sera que você ainda é uma formiga?


Observando algumas formigas no jardim, percebi que todas seguiam uma mesma rota carregando folhas maiores que elas, mas seguiam firme em direção ao formigueiro que havia poucos passos adiante – o que para elas deveria representar uma grande viagem.

De repente, percebo que uma delas está com uma folha exageradamente grande nas costas – parecia ser pelo menos vinte vezes maior que ela – e seu esforço era notado a distância. Fiquei ali imaginando o orgulho dessa formiga presunçosa, carregando aquela folha gigantesca, e como ela deveria estar ansiosa em mostrar à formiga rainha como ela era forte, como ela era capaz. Quem sabe até ganharia uma promoção!

Mas, enquanto a fila de forrmigas seguia em direção ao formigueiro, essa formiga girava em volta de si mesmo, sem conseguir sair do lugar. Seu esforço era tão grande que mal avançava um passo, voltava dois para trás. Estava tão centrada na sua luta de carregar aquele mundão nas costas que nem percebeu que todas as formigas largaram as folhas para escapar do pé de um menino que vinha correndo atrás de uma bola. As demais formigas escaparam por pouco, mas nossa amiguinha não teve a mesma sorte; morreu esmagada, agarrada a sua folha gigante.

Quantas vezes nós, como as formigas, carregamos mais do que podemos suportar: os problemas dos outros, as dores do mundo e a ganância de querer sempre mais, de ser mais e melhor, até, afinal, nos darmos conta de que estamos esmagados pelo peso de nossa insensatez.

Cuide mais de você. O dia passa, as coisas passam, o tempo passa, mas você fica. Você deve ser sua eterna companhia. Jamais fuja do encontro com você mesmo, com a sua paz interior, com a sua felicidade.

Acredite em você…

(adaptado de texto atribuído a Paulo Roberto Gaefke)

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