A importância do sincero “não sei” (por Antonio Ermirio de Moraes – Revista Exame)


"Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:

Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta: – Será que vai chover hoje? – Se você responder "com certeza"… a sua área é Vendas: – o pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

– Se a resposta for "sei lá, estou pensando em outra coisa"… então a sua aérea é Marketing: – o pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

– Se você responder "sim, há uma boa probabilidade"… você é da área de Engenharia: – o pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

– Se a resposta for "depende"… você nasceu para Recursos Humanos: – uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

– Se você responder "ah, a meteorologia diz que não"… você é da área de Contabilidade: – o pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.

– Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas": – então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder "não sei"… há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa. De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

“Não sei” é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. Por quê? Eu sinceramente "não sei".

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