Posted by Dayane Iglesias |
Moda vende mais que eletrodomésticos e cosméticos no e-commerce

e-commerce deu mais um salto no Brasil. O segmento de moda e acessórios já é o campeão de vendas, respondendo por 13,7% de todo o e-commerce do país. O setor deixa para trás áreas antes líderes na web, como Eletrodomésticos e Cosméticos/Saúde, responsáveis por 12,3% e 12,2% das transações, respectivamente. Este cenário positivo para a moda brasileira veio com a adaptação do mercado à exigência do consumidor, lançando mão de novas ferramentas como, por exemplo, provadores virtuais e plataformas para montar looks.

Segundo pesquisa da GSI Commerce (empresa referência de e-commerce no mercado americano), 64% dos consumidores consultam lojas virtuais antes de lojas físicas. Já são vários e-commerces do segmento de moda, por exemplo, que trazem ofertas de outros sites, realizando diretamente a venda ou não. Uma delas é a Posthaus.com, portal que reúne mais de 40 marcas nacionais e internacionais, oferecendo peças femininas, masculinas e infantis, além de calçados e acessórios.

É também cada vez mais comum lojas que contam com provadores virtuais. Basta o consumidor ligar a webcam para ver como a peça fica no corpo. Orientações para se vestir bem, looks do dia e recomendações de especialistas são outros recursos disponíveis.

Outro negócio on-line multimarca, o Fashion.me, vem se consolidando como uma rede social em que é possível fazer curadoria de peças à venda em diversas lojas para montar um guarda-roupa virtual, criando looks e compartilhando-os com outros usuários. Ainda dá para seguir fashionistas e conferir dicas e tendências sugeridas pelo próprio site. A empresa de closet virtual e relacionamento já ultrapassou um milhão de cadastrados.

“Um dos fatores fundamentais para que essas lojas obtenham um bom posicionamento no Google é investir em conteúdo de qualidade. Blogs com informações sobre moda e assuntos relacionados é uma estratégia que funciona. É uma forma de expandir o serviço oferecido pelo site, atualizar constantemente a página e levar conteúdo de valor aos usuários e consumidores”, afirma Diego Ivo, da Conversion, agência que presta serviços deSEO (Search Engine Optimization).

Para a iniciativa dar certo, o design do e-commerce também deve ser bem pensado. “Um layout clean, sem excesso de informações, deixa os clientes à vontade para passar mais tempo no site. Uma navegação intuitiva e organizada por menus e categorias tem muito mais chances de aumentar a conversão em vendas”, conclui Ivo. É preciso, por exemplo, que as áreas de login, carrinho de compras, campo de busca e contato apareçam destacadas. Fazendo uso de tais recursos, é possível atrair o consumidor de moda para um determinado e-commerce ao invés de fazê-lo pesquisar por outro.

Fonte: Revista Voto