Posted by Dayane Iglesias |

Uma das estratégias de branding que pode ser adotada por um empresa é o co-branding. Philip Kotler, o “papa do marketing”, define a estratégia como “a associação de duas ou mais marcas distintas para desenvolver um produto ou serviço que ofereça duplo valor agregado ao consumidor”. Co-branding, então, nada mais é do que a junção de duas marcas reconhecidas por suas qualidades para que associadas consigam ter mais força e se diferenciar frente à concorrência. A estratégia pode ser usada em situações em que o mercado já está saturado ou quando a marca pretende entrar em um novo mercado.
Já R. Venkatesh, professor da Universidade de Pittsburgh e especialista no assunto, acredita que a estratégia é uma ferramenta de marketing que gera sinergias, novas oportunidades e novos mercados, sendo mais do que apenas uma troca de produtos ou serviços. Para o professor, a estratégia de combinar forças e se alinhar com um parceiro influenciam na avaliação, acesso e recall à sua marca, e cria sinergias tecnológicas, financeiras ou de produto.
Para que o co-branding seja bem sucedido, é imprescindível que as marcas, mesmo sendo de segmentos completamente diferentes, possuam interesses em comum ao se associarem para que ambas aproveitem as qualidades e diferenciações do parceiro. É sempre preciso avaliar o DNA das marcas envolvidas para que não se corra o risco de fazer uma coisa que não corresponda ao objetivo e não faça sentido para as empresas. Também é importante verificar se a receita resultante será maior do que o valor das marcas quando atuam sozinhas. Os produtos que já são bem conhecidos do público possuem uma vantagem competitiva no co-branding. Assim, aliar-se à marca já conhecida fornece credibilidade no novo ramo. Realizada a parceria, é muito comum haver a divisão de custos e investimentos em campanhas publicitárias, promoções, eventos e outras ações para divulgação e venda dos produtos.