Posted by Dayane Iglesias |

Os dados apresentados pelo estudo posicionam o Brasil no 63º lugar entre os 154 países mapeados, atrás da Grécia, Rússia e Argentina

Cerca de 33% dos brasileiros têm acesso à internet em casa e quase a metade deles utiliza banda larga. Esse número deixa o Brasil em 63º lugar no ranking de 154 países nos quais o número de pessoas com acesso domiciliar à internet foi contabilizado, atrás da Grécia, Rússia e Argentina. E coloca o país exatamente em cima da média mundial de acesso à internet.
Os dados são da pesquisa Mapa da Inclusão Digital, divulgados nesta quarta-feira, 16/5, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Fundação Telefônica. O trabalho é o primeiro de uma série de estudos sobre inclusão digital e mapeamento de diversas formas de acesso à tecnologia digital no Brasil produzido a partir de microdados do novo censo brasileiro do IBGE e de mais de 150 países.
A pesquisa, lançada 10 anos depois do primeiro “Mapa da Exclusão Digital”, publicado em parceria com o Comitê para Democratização da Informática (CDI), avalia a qualidade do acesso, seus usos e retornos, em uma perspectiva de atuação integrada que possibilitará elevar o nível de bem-estar social da população de maneira sustentável e que servirá de subsídio para o monitoramento dos indicadores que compõem a metas do milênio da ONU.
De acordo com o mapa, a cidade de São Caetano do Sul, no estado de São Paulo, apresenta o maior índice do país de acesso à internet em casa (69%). São Caetano do Sul é o lugar que apresenta também maior acesso a computador em casa (77,62% possuem computador, sendo 74,07% conectados à rede). Em seguida, aparecem Vitória, Santos, Florianópolis e Niterói, que estão incluídos, não por coincidência, entre as cinco cidades mais classe AB do país (em ordem diversa entre elas). Em contrapartida, São Lourenço do Piauí é a que apresenta a menor taxa de acesso a computador (0,43%). Quanto à internet, dos 20 municípios menos conectados (segunda tabela), 18 possuem acesso nulo (igual a 0%).
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O mapa mostra também cidades em que o nível de acesso difere por regiões. No Rio de Janeiro, o percentual de acesso equivale ao da Islândia: 94% dos lares com computador em casa são conectados. A Lagoa se destaca no topo dos bairros com população com computador em casa (85,08%, sendo 82,87% deles ligados à internet), acompanhado por Botafogo e Tijuca como segundo e terceiro colocados. O mais excluído é o Complexo do Alemão (42,89%). Entre os subdistritos (localidades específicas dentro de bairros), a disparidade é ainda maior. A favela Rio das Pedras tem o menor percentual da cidade, 21%, semelhante ao do Panamá. Já a avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca, possui a maior porcentagem de domicílios com internet do município, com índices comparáveis aos dos países nórdicos, como a Suécia, líder do ranking mundial. “Lembrando Zuenir Ventura, estamos na cidade digital partida”, analisa Neri.
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Ainda segundo a pesquisa, a maior parte da população acessa a internet em casa, utilizando banda larga (46,92%). Depois, vêm os centros públicos de acesso pago (35,11%). Cerca de 31% acessam no trabalho, seguido da casa de amigos e parentes (19,7%) e instituição de ensino (17,5%). O acesso público gratuito é utilizado por 5,52% da população. Na pesquisa, os entrevistados puderam escolher mais de uma opção de acesso.
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A íntegra do novo “Mapa da Inclusão Digital” está disponível em www.fgv.br/cps/telefonica. No endereço também é possível encontrar um simulador que cruza diversos dados da pesquisa, como classe social, gênero e município.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/2012/05/16/um-terco-dos-brasileiros-tem-internet-em-casa-diz-fgv/