Posted by Dayane Iglesias |

Uma pesquisa desenvolvida pela Predicta e Multifocus aponta como a mulher brasileira de baixa renda se relaciona com a Internet. O estudo concluiu que mulheres donas-de-casa da classe C, de 25 a 49 anos, acessam a internet mais que o imaginado.

Em 11 dias de pesquisa, foram registrados 94.250 acessos em 2.700 URLs diferentes, e constatou-se que 40% das mulheres passam mais de duas horas por dia conectadas; 83% se conectam todos os dias; 86% participam de alguma rede social; 33% consideram a Internet um passatempo melhor do que a televisão; 78% se sentem mais globalizadas na Web; 15% chegam a se sentir mais inteligentes.

Desses acessos, 44% ocorreram em páginas de relacionamento; 38% em sites de informação; 10% em entretenimento; 6% em e-commerce e 2% em serviços. Analisando as URLs acessadas percebe-se que, em sites de relacionamento, as redes sociais respondem por 94% dos acessos, sendo o Orkut o mais visitado. O acesso a chats foi significativamente menor, com somente 5%, e os blogs registraram 1%.

Outro dado é que nos sites de busca de informação, apenas 34% dos acessos são para enviar ou receber e-mail, o que mostra a força dos contatos imediatos presentes nas redes sociais.
Apenas 10% da procura por informações foram em portais, jornais e revistas, enquanto que "buscadores" foram responsáveis por 56% das visitas. Já nos acessos a serviços, Internet Banking foi responsável por 23% das visitas em portais de prestação de serviços, mas perdeu para a busca por emprego, que respondeu por 54% das URLs nessa categoria.

Segundo Claudia Woods, diretora de serviços da Predicta "antes, analisávamos para as empresas como os internautas se comportavam dentro do site delas ou mediante campanhas. Agora mostramos como eles interagem com todo o universo online e o que pensam dele".

A pesquisa foi realizada durante 11 dias corridos (16 a 27 de dezembro de 2009), com 50 donas-de-casa com Internet em domicílio, de 25 a 49 anos, residentes em São Paulo e com renda familiar de até 10 salários mínimos, ou seja, nível sócio-econômico C.

Essa faixa de renda foi escolhida porque as famílias nesse patamar foram as que mais impulsionaram o crescimento da Internet, desde 2003, quando eram 2.165 domicílios até 2008, com 8.775 domicílios conectados, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Todas as participantes receberam um usuário e senha para se logar nesse período, num site exclusivamente desenvolvido para esse produto, de modo que a navegação de outros membros da família não alterasse os resultados. Além disso, responderam a um questionário online por dia e ao final se submeteram a dois dias de chats.

Não é novidade e já se tornou rotineiro ver artigos sobre o sexo feminino crescendo em participação dentro da sociedade de diversas formas, isto vem mostrar o quando as coisas evoluíram e o quanto de espaço elas conquistaram, e isto é só o começo. O grande desafio do marketing e da publicidade agora é encontrar soluções e planejar estratégias par conseguir se aproximar deste publico, que com certeza tem muito potencial para o consumo.

Fonte: AdNews