Posted by Dayane Iglesias |

A bola da vez é investir em atitude de marca, mas até que ponto isso gera decisões no ponto-de-venda? Investimentos em atitude de marca podem ser um tiro no pé se a empresa não estiver atenta à nova atitude do consumidor e ao novo grupo de consumidores que se forma hoje no mercado brasileiro.


As empresas estão viciadas em seduzir o consumidor por meio de campanhas multimilionárias no horário nobre, mas abandonaram o PDV. A marca deve mostrar sua atitude no PDV, onde a maioria das decisões de compra são tomadas.


Um dos melhores caminhos é gerar experiência de marca por intermédio de marketing sensorial e interativo, seduzindo o consumidor a interagir com a marca e com seus produtos. Inovação, sedução e valor podem estar agregados à praticidade e interatividade. O residual dessa experiência gera resultados tanto imediatos como de longo prazo, aproximando o consumidor da marca.

Infelizmente, o marketing no Brasil ainda considera “10 x sem juros” suficiente para gerar consumidores fiéis a uma marca, e pensa muito pouco em inovar. Em um mercado no qual interatividade se resume a um site bem feito, idéias inovadoras que levam interatividade para o espaço físico ainda parecem coisa de outro mundo. Poderiam até ser idéias de outro mundo se ações interativas no PDV em países da Europa e nos Estados Unidos não tivessem aumentado em mais de 60% o fluxo nas lojas e em até 40% a venda dos produtos. Interatividade vai muito além de um clique!

Conquistar o consumidor não é um bicho de sete cabeças. Mudar a visão ultrapassada de consumidor é que está cada vez mais difícil. O marketing das empresas precisa romper com a idéia de consumidor das últimas décadas. Afinal, o poder de decisão do consumidor atual é apenas o resultado do que o próprio mercado ofereceu para ele nos últimos dez anos.


Fonte: Mundo do Marketing